27/09/2007
Comercialização na Agricultura Familiar é o tema do último dia de Seminário no Frutal 2007

 

Terminou na quinta-feira, 13/9, durante a 14ª Semana Internacional da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria do Frutal 2007, o seminário com a temática “Agricultura Familiar com Desenvolvimento Sustentável”. O evento, que aconteceu no auditório principal do Centro de Convenções, discutiu a comercialização na agricultura familiar. Na ocasião o consultor territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Antônio Lacerda Sousa falou do Sistema Estadual de Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Secafes). Segundo ele, o sistema que se encontra em processo de construção, já apresenta resultados positivos.

Lacerda informou que o Secafes tem suas ações voltadas para a comercialização e produção da agricultura familiar. De acordo com o consultor os focos principais do sistema são: a agricultura familiar e a reforma agrária. “O sistema pretende contribuir para o desenvolvimento territorial sustentável a partir de uma nova dinâmica econômica”, afirmou. O gerente de agricultura orgânica da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA), Hermínio José Moreira Lima focalizou seu discurso na sustentabilidade da produção orgânica. Ele destacou o tema “Comercialização na Agricultura Familiar” como um dos principais gargalhos na atividade neste segmento.

A rede de comercialização da agricultura familiar é um espaço para agricultores e suas entidades organizativas apresentarem seus produtos e que os compradores possam ter interesse em adquiri-los.  Isso se dá através de negociações, contatos entre compradores e vendedores. “A comercialização na agricultura familiar é tudo”, assim disse Marcos Alverne de Albuquerque, Superintendente Regional da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB/CE. Como palestrante do tema Programa de Aquisição de Alimentos da CONAB dentro do seminário Agricultura Familiar, Marcos Alverne explica que a CONAB age de forma assistencialista e estruturante. A forma assistencialista supri a necessidade, no caso a fome. O alimento é dado para saciar uma necessidade, é apenas um paliativo. A forma estruturante é o que é feito no Programa Fome Zero. Capacita o agricultor para ele poder produzir.

 

COMPRA ANTECIPADA

 

Existe o PAA (Compra Antecipada Especial da Agricultura Familiar) em que os agricultores organizados em associação fazem um projeto, identificam o que podem produzir e entregam em creches, escolas, postos de saúde como complemento da merenda escolar; isso é uma atividade estruturante. É preciso ter um cadastramento com a CONAB, quando cumprir o acordo de entregar o que produziu a instituição que foi beneficiada entra em contato com a CONAB e a CONAB libera o dinheiro que já está depositado do banco, por isso é chamado de compra antecipada.

Dentro desse projeto (PAA) existem vários programas que são programas próprios da empresa CONAB, como por exemplo, o REFAP: rede de fortalecimento da cadeia varejista. Esse programa proporciona poder de compra para pequenos varejistas, mercadinhos de periferias. Assim esses pequenos varejistas podem comprar em quantidade e não em promoções de grandes supermercados.

Tem ainda a Venda de Balcão que possibilita ao pequeno criador comprar com o preço do mesmo nível do grande criador. Já o Compra Direta (CD) não é necessário está em organização, apenas está cadastrado no PRONAF. “Sem comercialização a produção não tem sentido, a comercialização é tudo”, conclui Marcos Alverne.



 

Por Arituza Timbó e Nathiane Capibaribe



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